Gerido pela TEEPTRAK SAS, empresa de software de monitorização da produção. Não é necessária qualquer compra; as fábricas que usam qualquer sistema, ou nenhum, são avaliadas pelas mesmas regras.
Factory Excellence Indexpelos Factory Excellence Awards
Factory Excellence Index

Nível 2: Consciente

Uma fábrica de Nível 2 tem entre 200 e 399 pontos no Factory Excellence Index. Mede algumas perdas e tem algumas rotinas, mas os dados chegam tarde, os métodos variam de linha para linha e muitas ações ficam em aberto.

Uma volta de 30 minutos por uma fábrica de Nível 2

Na mudança de turno, o chefe de equipa que sai deixa uma página de notas num caderno junto à linha: «a pinça outra vez a falhar», «faltam etiquetas», um número riscado. O chefe de equipa que entra lê-as sozinho.

Há um quadro, e foi usado há pouco tempo. A produção face ao plano está escrita para segunda e terça; quarta-feira está em branco porque a pessoa que o atualiza foi mudada para outra linha. Os operadores raramente veem um número com menos de um dia.

A reunião diária de produção acontece na maior parte dos dias, mas quem participa e o que se discute depende de quem está presente. Os números da véspera vêm de folhas em papel que alguém passou para uma folha de cálculo, e quando o valor das paragens parece mau, a manutenção contesta-o. A reunião termina com ações anotadas na ata, ao lado das ações da semana passada que continuam em aberto.

Durante a volta, a linha gargalo para. O operador sabe a quem ligar e liga, mas não há regra sobre quando passar ao nível seguinte se o técnico não aparecer. A paragem vai para a folha em papel com uma hora de início e a palavra «manutenção». A janela de manutenção planeada desta máquina foi adiada na semana passada para acabar uma encomenda urgente.

Uma fábrica de Nível 2 tem a maior parte das peças de um sistema. O que lhe falta é o momento certo e a consistência: a informação chega depois de passado o momento de agir, e cada rotina depende de quem a estiver a conduzir.

Como costumam estar os seis pilares no Nível 2

A tabela segue a segunda resposta-âncora de cada pergunta do modelo. Compare-a com os índices dos pilares no relatório da sua avaliação; a página dos pilares tem as respostas-âncora completas.

PilarPrática típica neste nível
Visibilidade do desempenhoOs operadores preenchem folhas em papel por turno, passadas mais tarde para uma folha de cálculo. A linha fica a saber no dia seguinte que estava atrasada. Fala-se de um valor de eficiência ou de OEE, mas cada linha ou turno calcula-o de forma diferente. Os números de produção são aceites, os de paragens são postos em causa.
Gestão diária e rotinas de turnoUma reunião diária de produção com conteúdo e participantes variáveis. Passagem de turno por notas em formato livre. Quadros atualizados de forma irregular. As pessoas sabem a quem ligar, sem regras de tempo. Existem algumas rotinas dos supervisores, mas não estão escritas.
Resolução de problemas de perdas e paragensTotais de paragem revistos mensalmente, com prioridades definidas pela experiência. Causas encontradas em conversa informal; contramedidas verificadas quando alguém se lembra. Existe manutenção planeada, mas é muitas vezes adiada. A duração das mudanças de referência é conhecida por alto, as micro-paragens não são medidas.
Motor de melhoriaProjetos ou eventos kaizen ocasionais, sem ligação aos objetivos. Ações registadas em atas, muitas deixadas em aberto. Algumas instruções escritas, muitas vezes desatualizadas. Ganhos estimados pelo líder do projeto; muitos resultados regridem.
Pessoas e responsabilização no chão de fábricaExistem registos de formação e os chefes de equipa recebem formação ocasional. Os operadores sugerem ideias de vez em quando, com pouco retorno. Agradecimentos informais. Um inquérito anual.
Fundamentos de dados e conectividadeAlguns mostradores locais nas máquinas, ou dados de PLC que não são recolhidos. Tempos de ciclo ideais desconhecidos ou retirados da chapa de características. Dados passados à mão para o ERP e guardados em pastas partilhadas. Aplica-se a política de TI, mas não está adaptada ao chão de fábrica.

O que mantém as fábricas no Nível 2

  • Dados de ontem, memória da semana passada. Folhas em papel passadas a computador dias depois fazem com que a reunião discuta paragens de que ninguém se lembra bem. A solução não é uma folha de cálculo melhor; é registar o motivo durante o turno.
  • Duas versões de cada número. Quando as linhas calculam a eficiência de formas diferentes e a manutenção mantém o seu próprio registo de paragens, as reuniões gastam o tempo a discutir qual é o número certo. Enquanto não houver uma definição única e uma fonte oficial única, nenhuma perda pode ser priorizada com confiança.
  • Ações que vivem nas atas. Uma ação escrita numa ata de reunião não tem ninguém a olhar para ela na semana seguinte. A lista de pendentes cresce, e as pessoas aprendem que acordar uma ação não muda nada.
  • Projetos sem objetivo. Eventos kaizen não ligados a uma perda dão à fábrica uma boa semana e pouco mais. Sem ligação a um objetivo da fábrica, ninguém repara quando os resultados regridem.
  • A manutenção planeada como a primeira coisa a ceder. Cada adiamento parece razoável no próprio dia. Ao fim de meses, transforma trabalho planeado em trabalho de avaria.

Cinco ações que levam uma fábrica ao Nível 3

O Nível 3 é aquele em que as rotinas e as definições estão escritas e são seguidas. Estas ações retomam a segunda «próxima ação» das perguntas relevantes do modelo, numa ordem que constrói um ciclo semanal que funciona.

  1. Mês 1: pôr a reunião a funcionarEscreva a ordem de trabalhos, fixe a lista de participantes e comece a horas todos os dias durante um mês inteiro, incluindo os dias em que o diretor de fábrica está ausente. Ao mesmo tempo, transforme as notas de passagem de turno num formulário de uma página com campos fixos: estado, problemas em aberto, segurança, qualidade, materiais.
  2. Mês 1: uma definição, uma lista de motivosCompare como cada linha calcula o seu indicador de desempenho, acorde uma definição escrita com a produção, a manutenção e a área financeira (incluindo o que conta como tempo planeado) e recalcule o último mês com ela. Transforme quatro semanas de registos de paragens em texto livre em 15 a 25 códigos de motivo, introduzidos durante o turno. Guarde os códigos e os tempos de ciclo ideais num único sítio.
  3. Mês 2: o quadro de fim de turnoDesigne uma pessoa por turno para escrever no quadro, no fim do turno, a produção face ao plano e os dois principais motivos de qualquer desvio. O chefe de equipa explica a maior perda ao turno seguinte. Um quadro vazio passa a ser um ponto da reunião da manhã seguinte.
  4. Mês 2: um Pareto semanal e um métodoConstrua um Pareto semanal do tempo de paragem por motivo para cada linha principal e atribua os três primeiros itens a pessoas nomeadas. Escolha um método de análise (os 5 Porquês chegam para começar), forme os supervisores com um caso real da sua própria linha e use-o em todos os eventos graves.
  5. Mês 3: uma lista de ações e regras de tempoTire todas as ações das atas e passe-as para uma única lista partilhada: o quê, quem, até quando. Reveja-a na mesma reunião todas as semanas e encerre ou volte a datar cada item. Acrescente regras de tempo à página de escalamento, indicando ao fim de quantos minutos se chama cada nível, e afixe-a na linha.

Depois, volte a fazer a avaliação. Se a pontuação subiu mas o nível não, olhe para os índices dos pilares: a regra do pilar mais fraco pode ser a razão.

O que o Nível 2 significa para o reconhecimento

As fábricas de Nível 2 não são elegíveis para a Factory Excellence Recognition. Recebem o relatório completo, incluindo as três maiores lacunas com uma ação a 90 dias para cada uma, que serve de plano para o trimestre seguinte.

O reconhecimento abre no Nível 3, quando a fábrica pode pedir a verificação e ser considerada pelo júri da sua liga.

Quando é o pilar mais fraco que decide

O nível global não pode estar mais do que um nível acima do nível do pilar mais fraco. Uma fábrica pode ter 400 pontos ou mais e aparecer mesmo assim no Nível 2, porque um pilar está no Nível 1. O caminho mais rápido para o Nível 3 passa então por subir esse pilar, e não por puxar ainda mais pelos pilares fortes. Consulte a metodologia.

Perguntas

A nossa pontuação está acima de 400, mas o relatório diz Nível 2. Porquê?

Por causa da regra do pilar mais fraco: o nível global não pode estar mais do que um nível acima do pilar mais fraco. Se o índice de um pilar estiver abaixo de 200, esse pilar está no Nível 1 e o nível global fica pelo Nível 2. O relatório mostra todos os índices dos pilares, por isso é fácil encontrar o pilar que define o limite.

Temos de substituir as folhas em papel por um sistema para chegar ao Nível 3?

Não. A resposta de Nível 3 sobre o registo das paragens descreve operadores que registam as paragens durante o turno numa folha de cálculo ou num terminal, escolhendo de uma lista de motivos. Uma folha de cálculo partilhada num computador da linha faz esse trabalho. O que conta é que o motivo seja escolhido durante o turno, e não reconstruído depois.

Em que pilar devemos trabalhar primeiro?

Comece pelas três lacunas que o seu relatório indica. Se quiser um único ponto de partida, ponha a reunião diária a começar a horas todos os dias: dá a todos os outros pilares um sítio onde ser revistos.