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Motor de melhoria: como uma fábrica escolhe, conclui e mantém as suas melhorias

Este pilar pergunta se a melhoria na sua fábrica é um sistema gerido ou uma coleção de boas intenções. Olha para a forma como os projetos são escolhidos e dotados de recursos, para o que acontece às ações acordadas, para a forma como os padrões mudam, como os ganhos são contabilizados e se se mantêm um ano depois.

O que abrange o motor de melhoria, e porque decide se os outros ganhos ficam

À maior parte das fábricas não faltam ideias de melhoria. O que lhes falta é um mecanismo que escolha as certas, lhes dê tempo a sério, as conclua como deve ser e mantenha o resultado depois de a equipa do projeto ter passado a outra coisa. É esse mecanismo que este pilar mede.

Os outros pilares encontram perdas e reagem a elas: a visibilidade do desempenho mostra para onde vai o tempo, a gestão diária age dentro do turno e a resolução de problemas encontra a causa de uma perda específica. O motor de melhoria é onde as mudanças maiores são planeadas e dotadas de pessoas, e onde uma correção passa a ser a forma normal de trabalhar. Quando é fraco, a fábrica resolve os mesmos problemas todos os anos, com pessoas diferentes.

Avaliamos cinco coisas: como o programa está organizado (ci1), o que acontece às ações acordadas (ci2), como são geridos os padrões de trabalho (ci3), como são medidos os ganhos (ci4) e se os resultados duram (ci5). As duas últimas são as que mais pesam nos resultados. Uma fábrica pode ter um calendário de projetos cheio e não ver qualquer mudança no custo por peça se os ganhos forem contabilizados sem rigor e regredirem ao fim de um trimestre.

Um teste antes de continuar a ler

Tire a lista dos projetos de melhoria encerrados nos últimos doze meses. Ao lado de cada um, escreva o indicador que devia alterar e o valor desse indicador hoje. Se não conseguir preencher as duas colunas para a maior parte da lista, já tem uma ideia razoável de onde está neste pilar.

Os cinco níveis tal como os veria no terreno

NívelO que se vê no terrenoComo aparecem os números nas reuniões
1 ReativoAs melhorias acontecem quando alguém tem tempo livre ou depois de uma crise. As instruções, quando existem, estão num dossiê que ninguém abre. Dois operadores no mesmo posto fazem o trabalho de duas maneiras diferentes.Ninguém reporta resultados de melhoria. As ações acordadas no mês passado não voltam a ser mencionadas.
2 ConscienteUm evento kaizen ou um projeto de vez em quando, muitas vezes desencadeado por uma reclamação de cliente ou por uma auditoria. As ações vivem nas atas das reuniões. Existem algumas instruções, mas descrevem uma versão antiga do processo.Os líderes de projeto apresentam as suas próprias estimativas de poupança. As mesmas ações em aberto reaparecem nas atas semana após semana, e ninguém sabe dizer quantas estão atrasadas.
3 EstruturadoUm plano anual de melhoria ligado aos objetivos da fábrica. Uma lista central de ações com responsáveis e datas. Instruções de trabalho padrão para as operações-chave, atualizadas quando um problema revela uma lacuna.Os ganhos são calculados com um método comum. Os projetos importantes são acompanhados depois do encerramento. A lista de ações está visível, mas a percentagem de atrasos ainda não é medida.
4 ProativoUma carteira ordenada pelo valor da perda que cada projeto ataca, com pessoas e horas atribuídas. Os padrões estão sob controlo de versões, e encerrar uma melhoria significa atualizar o padrão. Os indicadores-chave dos projetos encerrados ficam no quadro da linha.A revisão semanal abre com os itens em atraso e a taxa de encerramento. O controlo de gestão validou os ganhos dos principais projetos. Um indicador que regride reabre o respetivo projeto, e isso acontece às claras.
5 ExcelenteOs objetivos da fábrica são desdobrados em projetos ao nível da linha. Os padrões são revistos num ciclo definido e as boas práticas circulam entre linhas e fábricas. A sustentação faz parte das auditorias por camadas.Os ganhos de melhoria batem certo com o orçamento. Os resultados são verificados de novo aos 3 e aos 12 meses. Uma regressão é analisada como qualquer outro problema, com a sua própria causa raiz.

Situe-se pergunta a pergunta e não no conjunto. Uma fábrica pode ter uma lista de ações de Nível 4 e uma abordagem à sustentação de Nível 2, e é por isso que a avaliação pontua as duas separadamente. A página dos níveis explica a pontuação e a regra do pilar mais fraco.

As cinco perguntas, e como verificar a sua própria resposta esta semana

ci1. Como está organizada a melhoria contínua? Queremos saber se a fábrica escolhe de propósito o seu trabalho de melhoria e se lhe atribui horas. Um calendário kaizen não é um programa se nada o ligar aos objetivos da fábrica ou às suas maiores perdas.

A sobreavaliação habitual é reivindicar o Nível 3 ou 4 porque existe um plano anual, quando se trata de um diapositivo de janeiro cujos projetos não têm horas atribuídas e que em março já foi meio substituído por trabalho urgente. A subavaliação habitual vem de fábricas mais pequenas sem departamento de melhoria contínua. Um diretor de fábrica que mantém uma lista ordenada de cinco projetos e a revê mensalmente com a equipa cumpre a descrição de Nível 4: a pergunta é sobre o mecanismo, não sobre a dimensão do departamento.

Teste: ci1

Pegue nos seus cinco principais projetos. Para cada um, escreva a perda que ataca em horas ou em dinheiro, o responsável nomeado e as horas que esse responsável lhe dedicou realmente no mês passado. Se a coluna das horas estiver vazia ou for um palpite, a carteira não tem recursos, diga o plano o que disser.

ci2. O que acontece às ações depois de acordadas? Queremos saber se uma ação acordada se transforma de forma fiável numa ação concluída. Esta pergunta esconde-se muitas vezes atrás de uma folha de cálculo arrumada.

As fábricas sobreavaliam-se de duas maneiras. Reivindicam uma lista central enquanto correm listas paralelas ao lado (a da equipa da qualidade, as constatações de auditoria, as pendências da manutenção). Ou voltam a datar os itens em cada revisão, e assim nada aparece em atraso.

Teste: ci2

Conte as ações cujo prazo foi alterado mais de duas vezes, e as ações em aberto há mais de 90 dias. Depois pegue nas atas das suas três últimas reuniões e verifique se todas as ações nelas registadas aparecem na lista central. Se alguma destas contagens for difícil de obter, essa é a sua resposta.

ci3. Como são geridos os padrões de trabalho? Queremos saber se o método documentado corresponde ao que as pessoas fazem realmente, e se as melhorias alteram os documentos. Um padrão que ninguém segue é pior do que não ter padrão, porque dá uma falsa segurança nas auditorias.

As fábricas com controlo documental ISO 9001 avaliam-se muitas vezes no Nível 4 porque todas as instruções têm um número de revisão, e no entanto o operador pode não seguir a versão em vigor no posto. O contrário também acontece: uma fábrica com alguns padrões visuais claros de uma página, seguidos a sério, subavalia-se porque tem menos papelada. O modelo não premeia o volume de documentos.

Teste: ci3

Escolha três postos. Pegue na instrução afixada em cada um, observe um ciclo completo e assinale cada diferença entre o documento e o trabalho. Depois olhe para as suas cinco últimas melhorias encerradas e verifique quantas alteraram um padrão. Se nenhuma alterou, as melhorias estão a viver na cabeça das pessoas.

ci4. Como são medidos os ganhos da melhoria? Queremos saber se um ganho reivindicado é dinheiro ou tempo que a fábrica consegue ver nos seus resultados. A estimativa do líder do projeto no encerramento é o ponto de partida, não a resposta.

A sobreavaliação comum é chamar método comum a um modelo partilhado, enquanto cada líder de projeto escolhe o seu próprio custo por hora. Outra é contar como poupança horas de mão de obra libertadas quando ninguém foi reafetado e a produção não mudou. Ambas inflacionam o total e corroem a confiança da área financeira em todos os números que a equipa de melhoria contínua apresenta.

Teste: ci4

Pegue no maior ganho reivindicado no ano passado e peça ao controlo de gestão que o encontre nos resultados do centro de custo correspondente. Depois compare o custo por hora usado em três dossiês de projeto diferentes. Se o controlo de gestão não conseguir apontar o ganho, ou se as três taxas forem diferentes, está no Nível 2 ou 3 nesta pergunta.

ci5. Os resultados da melhoria duram? Queremos saber o que acontece ao indicador depois de o projeto encerrar e a atenção passar para outro lado.

A sobreavaliação significa normalmente que «os projetos importantes são acompanhados» passou a querer dizer um estado marcado como encerrado numa folha de acompanhamento. Algumas fábricas têm resultados que se aguentam sem acompanhamento formal, mas o modelo pontua o que consegue mostrar, por isso um resultado não verificado continua a contar como Nível 2 ou 3.

Teste: ci5

Volte aos cinco últimos projetos encerrados. Vá à linha, leia o valor de hoje de cada indicador-chave e compare-o com o valor no encerramento. Ao mesmo tempo, verifique se o padrão que cada projeto introduziu continua a ser seguido no posto.

O que as fábricas de Nível 4 fazem de diferente

As fábricas de Nível 4 não fazem mais projetos. Fazem menos e levam-nos até ao fim, e escrevem as suas próprias regras sobre o que significa terminado. São estas as práticas que procuramos.

  • Uma lista, uma revisão. Todas as ações vindas de reuniões, auditorias, projetos e resolução de problemas vão para uma única lista, com um responsável, um prazo e a sua origem, revista num horário semanal fixo, com os atrasos primeiro. Uma regra comum: um prazo pode ser alterado uma vez, com um motivo escrito; uma segunda alteração sobe ao nível seguinte.
  • Uma carteira limitada à capacidade. Os projetos são ordenados pelo valor da perda que atacam, usando um custo por hora e um custo da sucata acordados com a área financeira. A fábrica fixa o seu próprio teto, por exemplo dois projetos por líder de projeto, e um novo só arranca quando outro encerra ou é parado.
  • Uma definição escrita de encerramento. Uma melhoria só é encerrada quando os dados de perdas mostram que a alteração se manteve durante um período acordado no início, o padrão foi atualizado e as pessoas foram formadas nele, e o indicador-chave está no quadro da linha com um limite que reabre o projeto.
  • Alterações rápidas aos padrões. Cada padrão tem um responsável e um aprovador nomeados. Uma alteração motivada por uma melhoria é aprovada em poucos dias, os operadores são formados antes de a nova versão entrar em vigor, e a matriz de competências é atualizada ao mesmo tempo.
  • O controlo de gestão na sala. A área financeira participa na revisão mensal da carteira. Os ganhos são apresentados como validados ou esperados, e só os ganhos validados são reportados para cima.
  • Um gatilho de reabertura definido de antemão. Para cada projeto encerrado, a equipa escreve o nível a partir do qual ele reabre, por exemplo o indicador recuar metade do caminho até ao valor antigo durante duas semanas seguidas.
  • Parar projetos. A revisão da carteira termina os projetos que já não atacam uma das maiores perdas.

Um plano de 90 dias para subir um nível

Este plano parte do princípio de que está no Nível 2 ou 3 na maior parte das cinco perguntas. Comece pela pergunta com a pontuação mais baixa: o relatório da avaliação dá uma próxima ação concreta para cada lacuna, e essa ação tem prioridade sobre a sequência geral abaixo.

  1. Semanas 1–2Faça o inventário. Liste todos os projetos de melhoria e todas as ações em aberto em todas as listas, depois junte as ações numa única lista com responsável, data e origem. Para cada projeto, escreva a perda que ataca e o objetivo que serve. Pare tudo o que não tenha responsável ou ligação a um objetivo. Volte aos cinco últimos projetos encerrados e registe o valor de hoje dos seus indicadores-chave.
  2. Semanas 3–6Defina as regras. Acorde com a área financeira um custo por hora de paragem e um custo da sucata, e ordene os projetos com eles. Fixe a revisão semanal das ações no calendário. Escreva a definição de encerramento numa página. Coloque os padrões da linha gargalo sob controlo de versões, cada um com um responsável e um aprovador.
  3. Semanas 7–12Ponha o sistema a funcionar. Faça a revisão semanal das ações e registe a taxa de cumprimento de prazos a partir da semana 7. Faça duas revisões mensais da carteira com a equipa de direção e o controlo de gestão. Encerre cada projeto concluído segundo a definição de encerramento, com o seu indicador-chave e o limite de reabertura no quadro da linha. Na semana 12, repita os testes acima e volte a fazer a avaliação.
FunçãoÉ responsável, durante os 90 dias, por
Diretor de fábricaPresidir à revisão mensal da carteira, decidir que projetos param e proteger as horas dos responsáveis dos projetos.
Responsável de melhoria contínua, ou o diretor de produção onde essa função não existeA lista única de ações, a revisão semanal, a definição de encerramento e a taxa de cumprimento de prazos.
Área financeira ou controlo de gestãoO custo por hora e o custo da sucata acordados, e a validação dos ganhos dos principais projetos.
Engenharia ou qualidadeO controlo de versões dos padrões e a aprovação rápida das alterações.
Chefes de equipaOs indicadores-chave dos projetos encerrados nos quadros das linhas, a formação dos operadores nos padrões alterados e o alerta quando um indicador regride.

As evidências que o júri procura na verificação

Se pedir a verificação, carrega os elementos e depois apresenta-os a dois jurados numa entrevista por vídeo de 45 minutos. Eles procuram registos produzidos pela rotina ao longo do tempo, não documentos reunidos para a candidatura.

Elementos que contam:

  • Uma exportação ou fotografia da lista central de ações com as datas de criação, prazo e encerramento, incluindo os itens em atraso.
  • A taxa de encerramento dentro do prazo ao longo de vários meses, com uma linha a explicar como é calculada.
  • A carteira de projetos ordenada, com os valores das perdas e as pessoas atribuídas, ou as atas das revisões recentes da carteira.
  • Dois ou três dossiês de projetos encerrados com dados de antes e depois e, quando é reivindicado um ganho financeiro, a validação do controlo de gestão.
  • Uma instrução de trabalho com o seu histórico de revisões, e a melhoria que desencadeou a revisão mais recente.
  • Uma fotografia de um quadro de linha com o indicador-chave de um projeto encerrado e o respetivo limite de reabertura.
  • Um registo de sustentação: uma nova medição num intervalo definido após o encerramento, de preferência incluindo um resultado que regrediu e o que foi feito a esse respeito.

O que não conta: um diapositivo de estratégia de melhoria contínua ou uma política sem registos de utilização; fotografias de antes e depois sem dados; totais de poupanças sem método nem validação da área financeira; listas de ações sem datas, ou em que todos os itens aparecem como encerrados; padrões escritos nas semanas anteriores à submissão sem histórico de revisões.

Mostre o projeto que regrediu

Um projeto reaberto porque o seu indicador regrediu é uma boa evidência: prova que o gatilho funciona. As fábricas deixam por vezes estes casos de fora para ficarem mais bem vistas, e assim retiram o seu elemento mais convincente.

As armadilhas que prendem as fábricas neste pilar

  • Eventos confundidos com um programa. Uma semana kaizen gera energia e uma longa lista de ações. Sem um responsável por essa lista depois, a maior parte fica em aberto.
  • Mais projetos do que pessoas. Uma carteira maior do que as horas de que os responsáveis dispõem realmente faz com que todos os projetos avancem devagar e nenhum termine.
  • Encerrar pela data em vez de pelos dados. Um projeto chega à data de fim prevista e é marcado como encerrado, quer a perda tenha mudado quer não.
  • Prazos rolantes. Voltar a datar as ações em atraso todas as semanas mantém alta a taxa de cumprimento de prazos e esconde as pendências.
  • Ganhos no papel. Horas libertadas que não foram reafetadas, ou poupanças de sucata avaliadas a um preço de tabela que ninguém paga. A área financeira deixa de acreditar nos totais.
  • Padrões escritos no escritório. Instruções redigidas a uma secretária e nunca experimentadas no posto são ignoradas desde o primeiro turno.
  • A melhoria como trabalho de outra pessoa. Quando um departamento de melhoria contínua é dono de todos os projetos, as chefias de linha tratam a melhoria como um serviço que recebem.
  • Sustentação por visto numa caixa. Um acompanhamento marcado como «continua a aguentar-se» por alguém que nunca foi à linha ler o indicador.

Para onde ir a seguir

Faça a avaliação para ver o seu índice neste pilar a par dos outros cinco, e a ação concreta a 90 dias para cada lacuna. O motor de melhoria assenta muito nas pessoas e na responsabilização no chão de fábrica: os padrões e as pequenas melhorias só se aguentam quando os chefes de equipa e os operadores os tratam como seus, por isso é esse o pilar a ler a seguir.

Perguntas

Precisamos de um departamento de melhoria contínua dedicado para pontuar bem?

Não. As perguntas descrevem um mecanismo: uma carteira ordenada e com pessoas atribuídas, uma única lista de ações, padrões controlados, ganhos validados e uma verificação da sustentação. Uma fábrica pequena pode fazer tudo isto através do diretor de fábrica e do responsável de produção. Uma grande equipa de melhoria contínua sem estas rotinas pontua menos do que uma fábrica pequena que as tem.

Quanto tempo devemos esperar antes de encerrar uma melhoria?

O tempo suficiente para que os dados de perdas mostrem uma alteração que se mantém. Para perdas frequentes, como as paragens na linha gargalo, duas a quatro semanas de dados costumam chegar para ver uma mudança estável. Para eventos raros, defina um período mais longo. Decida-o no início do projeto, não no fim.

A nossa área financeira não valida os ganhos de melhoria. O que podemos fazer?

Comece por acordar as taxas, não os ganhos: um custo por hora de paragem e um custo da sucata que a área financeira aceite. Depois peça-lhe que valide apenas os dois ou três principais projetos. Depois de ter visto o método aplicado de forma consistente, alargar a validação torna-se uma conversa muito mais fácil.

O controlo documental ISO 9001 chega para atingir o Nível 4 nos padrões?

Cobre o controlo de versões, que faz parte do Nível 4. A pergunta quer também saber se as melhorias passam a ser o novo padrão e se o cumprimento é verificado no posto. As fábricas que cumprem isto através do seu sistema de qualidade pontuam bem; as que só têm os números de revisão, não.

Ainda vale a pena fazer eventos kaizen?

Sim, como um formato dentro da carteira. Um evento dirigido a uma perda ordenada, com um responsável pelas suas ações e uma definição de encerramento, é uma boa forma de avançar depressa. Um evento escolhido porque está no calendário, sem seguimento, é o que o modelo descreve no Nível 2.